Retorno

Vou voltar a escrever aqui. Tenho muita coisa na gaveta, mas é um desperdício guardar alguns desses escritos sem dá-los a chance de receberem um outro olhar. Eu mudei nesses anos que se passaram, então espero que o que eu escrever reflita isso também. Editei alguns posts e apaguei outros sem importância.

Então voltemos ao trabalho.

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Broken flowers

 

Nem toda tragédia acaba em morte e sangue.

 

 

 

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Blank

E de repente, quando abro uma nova postagem para escrever, tudo o que eu queria gritar desaparece no ar, some. Talvez eu devesse tentar escrever mais, talvez assim isso não mais aconteça. O que eu quero dizer me foge, enquanto um turbilhão de ideias surgem nas horas mais inadequadas, como quando tenho que dormir.

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Parte de mim

Eu respiro esse ar gelado tão aconchegante de manhã de sábado enquanto escuto músicas que ele ouvia e, por um átimo, posso me sentir transportada para aquela época e eu de repente faço parte dele. E, não mais que de repente, eu respiro o mesmo ar que ele respira, como se esse ar fresco de hoje fosse o mesmo daquelas manhãs nas aulas de educação física, todos agasalhados para a meia estação fria e na quadra de esportes, aberta. Ele respirava o mesmo ar que eu, nós tão próximos fisicamente, mas com uma distância invisível dolorosíssima. E daí para o ginásio de esportes, esse fechado, e passando a manhã toda quietos, distantes por alguns metros na arquibancada, sentados, alheios a toda aquela movimentação esportiva. Distantes daquilo tudo, passivos e imersos em um outro mundo que aqueles seres alegres correndo de um lado para o outro não podiam entender. Depois, a aula acabada, ele foi ao bebedouro, sorvendo a água gelada demais para aquela temperatura fria e eu o observar do alto da arquibancada, sentada, só observando-o e sentindo a água que ele bebia me refrescando também, uma sensação gelada descendo pela garganta como se fosse eu no lugar dele.

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Sinking in

Naquela época eu estava tão ensimesmada. Dias de chuva como o de hoje eram os únicos dias em que eu me sentia confortável, bem. Tardes inúteis passadas dormindo encolhida por baixo do futón pesado e sentindo. Sentindo todo o peso daquele amor que doía tanto, não sei por que. Doía de não poder tê-lo para mim, doía vê-lo todos os dias e não conseguir tomar uma atitude. Doía ir para as aulas todos os dias e sentir aquele peso, aquele elefante cor-de-rosa no meio da sala chamado X (não revelo seu nome). Aliás, seu nome não era fulano de tal mais sobrenome. O verdadeiro nome dele só eu conheci. E isso doía muito também.

Acho que esse blog vai me servir para tirar um pouco do peso que carrego por todos esses anos. E também um espaço para compartilhar o que eu tenho a oferecer de meu, espero que não só confissões aborrecidas que taguearei como #pessoal.

Por enquanto é só.

# The Cure – The Same Deep Water As You

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